sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

De todos e de cada um

Ao encerramos mais um ano de atividades do sarau, compartilho este texto recentemente publicado na Revista Hoje, de Taquara, expressando nossa alegria de termos construído um projeto que só nos enriquece a cada dia com a parceria de todos vocês:

“O amor pela leitura e pelos livros, o gosto pela música e a necessidade de compartilhar esse universo com o maior número de pessoas, especialmente os jovens, foram a mola propulsora para o Sarau com Café surgir e é, até hoje, a fórmula que o mantém vivo, intenso e repleto de vivências a serem compartilhadas. Da apreensão inicial à formatação do que é hoje, a ideia nunca esmoreceu, nem diante das dificuldades impostas por uma cidade onde tudo demora muito para acontecer e vingar. Ocorre que vingou e floresceu e se ramificou de uma maneira tal que nem imaginávamos ser possível chegar.

É desafiador, e nem sempre confortável, trilhar por caminhos inovadores e que despertam sentimentos e reações diversas (ou adversas em alguns casos) nos mais diferentes segmentos da comunidade. Para nossa surpresa, a cada encontro do sarau fomos criando fortes vínculos, novas amizades e, o mais importante, despertando o hábito da leitura e o gosto pela música em pessoas de todas as idades. Gratificante é pouco para definir o que construímos e que, tenho a certeza, ninguém destruirá. O que foi plantado já está se ramificando em dezenas de outros eventos semelhantes que, hoje, também semeiam a proposta que espalhamos por aí.

Eu, a Anna, o Chico, a Ilana, o Adolfo e todos os que já compartilharam desses momentos conosco sabem do que eu estou falando. E ainda que o sarau deixasse de ocorrer neste momento, tenho certeza de que ele sobreviveria independentemente de nós, latejando em cada leitor, em cada reflexão, em cada letra de música aqui interpretada, na lembrança das palavras dos convidados, no olhar atento do público, no abraço dos amigos, na boa vontade e no incomensurável amor com que nos doamos e que recebemos em troca. Só por isso, já teria valido a pena. Só por isso, o sarau já não nos pertence. É de todos e de cada um, para sempre”.