terça-feira, 17 de maio de 2011

Colecionadores


O Sarau com Café do dia 26 de maio terá como tema “Os colecionadores”, reunindo os interessados da região que colecionem qualquer objeto e que queiram compartilhar conhecimentos, fotos, e curiosidades sobre esse assunto. “Mais do que simplesmente guardar, colecionar é uma arte e uma fonte cultural de pesquisa histórica em diferentes segmentos, além de ser um hobby bastante apreciado por muitas pessoas”, diz a jornalista Roseli Santos, uma das organizadoras do sarau, juntamente com a psicóloga Anna Amélia Fleck, com a estudante Ilana Lehn Fernandes e com os músicos Chico Paz e Adolfo Silva.

O encontro acontecerá no espaço junto à Cafeteria Sabor Café e Livraria Nova Letra em Taquara (rua Emílio Lúcio Esteves, 1180), às 19h30min, e é aberto a todos os interessados no assunto, com entrada franca.  Dia 11 de maio, o Sarau com Café fez uma participação especial no aniversário de Parobé, reunindo a comunidade na Rua Coberta para um momento de descontração, com arte, música e literatura. O sarau também já tem agendados encontros para os dias 8 de junho, na escola Felipe Marx, em Taquara; dia 16 de junho, na Livraria FNAC, com o Sarau Beatles, no Barra Shopping, em Porto Alegre; e dia 8 de julho no Colégio Santa Teresinha em Taquara.

O evento tem apoio cultural de Cafeteria Sabor Café, Casa das Lãs, Cirurgiã Dentista Stefani Lanius Adam, Clínica de Ortopedia João Guilherme Hackmann, Faccat, Invento Propaganda, Estúdio Pro Produções, Livraria Nova Letra, TCA Informática e Prefeitura de Taquara.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Invisíveis

 Por Roseli Santos
 
Um artigo escrito recentemente pelo amigo, fotógrafo e escritor, Jerri Rossato Lima, me chamou a atenção para a invisibilidade das pessoas que não estão conectadas 24 horas no Facebook. Perceberam como há a necessidade crescente e permanente de “curtir”, “comentar” e “postar” qualquer coisa para existir? Eu, que não sou hipócrita e admito também utilizar essa ferramenta para contatos pessoais e profissionais, parei para analisar mais atentamente o perfil dos ditos “amigos” , especialmente daqueles que passam a maior parte do tempo “dizendo coisas”, “qualquer coisa”, online, seja por laptops, celulares, computadores pessoais e sei lá mais o quê, simplesmente para não se sentirem invisíveis ou acreditarem que, assim, existem realmente, por ironia, num mundo virtual.

O Jornalista Marcello Vernet de Beltrand afirmou em artigo publicado em Zero Hora que  “conexão não é comunicação. Conexão tem relação com velocidade, instantaneidade, multiplicidade. Já comunicação entre indivíduos pertence ao continente da arte, pois exige tempo, contato face a face, profundidade, escuta, atenção, relação, percepção. Enquanto a conexão remete ao universo infinito e virtual, a comunicação nos convida a um olhar e estar – aqui e agora – no vasto território do outro. A comunicação é arte lenta e pressupõe ouvir mais do que falar, processar informações, selecionar significados, atribuir valor, eleger caminhos. Conexão exige acesso, comunicação é processo. Portanto, caro leitor, se você tem mais de 150 conexões, abra os olhos. Você pode estar vencendo a batalha da conectividade, mas, definitivamente, a qualidade única e original do ser comunicativo que o habita empobrece... velozmente”.

 Fica claro que o número de conexões não justifica sua existência, mas basta uns dias desconectado  e pronto. Quem é você? Por onde anda? Morreu? Sumiu? Por favor, para ser quem se é não é preciso estar online. Basta um telefonema e, se você for amigo, verdadeiro, como os que eu tenho com o maior orgulho, nem precisa postar bobagens a cada segundo para mostrar-se vivo, presente.

Outro amigo meu contava, espantado, que se comunica diariamente com uma pessoa pelo Facebook, mas que ao se deparar pessoalmente com a amiga virtual, dia desses, limitaram-se  a um “oi tudo bem?” e cada um foi para o seu lado, sem nada a dizer. Esquisito, não? Intimidades online viram nada  quando a visibilidade é real.

Confesso que tem sido divertido e curioso fazer esta análise da invisibilidade/visibilidade em um suporte virtual.  Basta postar algo e todos te reconhecem novamente. Esqueça ou se omita de dizer algo e... surpresa...você não existe mais. Desapareceu. O mais interessante é que há pessoas que forjam ser formadoras de opinião, comentando até a pedra que surje no meio do caminho, analisam seus umbigos e o dos vizinhos, observam o mundo baseados no que os outros fazem e não no que realmente acreditam e pensam.  

Mas a quem interessa  ouvi-los?  Excetuam-se aqui, obviamente, os que utilizam essa ferramenta para opinar com propriedade sobre suas áreas de atuação ou envolvimento, compartilhando conhecimento e informação, cultura e diversão, entretenimento saudável, sabedoria para o mundo.  Pessoas deste nível nunca serão invisíveis, mesmo que deixem de postar algo no Facebook, no Twitter ou seja lá o que for. Essas sim, são formadoras de opinião e somam na vida real ou virtual.

Portando, queridos amigos, seja do Facebook ou da vida real, não se importem tanto com a visibilidade online, forjada em bases muito frágeis. Comuniquem-se verdadeiramente com seus amigos reais, porque conexão é outra coisa. Ajuda, mas sua instantaneidade pode durar apenas alguns meses, talvez alguns dias, horas, minutos, segundos. Uma amizade real, e essa é daquelas que se conta nos dedos (não passam de cinco ou seis, podem acreditar nisso),nos acompanhará  até o fim da vida. E essa, sim,  um dia  terminará de verdade, minha gente, ainda que nosso perfil permaneça online e já nem estejamos mais aqui, invisíveis, para sempre!