segunda-feira, 18 de abril de 2011

Sarau, gincanas e os 125 anos de Taquara



 

O Sarau com Café do dia 28 de abril será alusivo aos 125 de Taquara. O encontro, que acontece sempre na última quinta-feira de cada mês no espaço junto à Cafeteria Sabor Café e Livraria Nova Letra, às 19h30min, reunirá os organizadores Roseli Santos, Ilana Lehn, Anna Amélia Fleck, Chico Paz e Adolfo Silva para a leitura de textos intercalados com música, em homenagem ao aniversário da cidade.

O encontro também reservará um momento especial para o histórico e as lembranças das grandes gincanas realizadas na cidade, com a participação de membros ativos e de gincaneiros de outras épocas, além da divulgação da próxima gincana municipal.

O evento é aberto gratuitamente à comunidade. Pessoas interessadas em destacar em textos, arte ou música o aniversário da cidade, além de gincaneiros e colaboradores que possam recordar os eventos já promovidos no município,  podem participar com suas criações artísticas ou relatos históricos e culturais.

O sarau tem apoio cultural de Cafeteria Sabor Café, Casa das Lãs, Cirurgiã Dentista Stefani Lanius Adam, Clínica de Ortopedia João Guilherme Hackmann, Faccat, Invento Propaganda, Estúdio Pro Produções, Livraria Nova Letra, TCA Informática e Prefeitura de Taquara.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Sarau em POA dia 17





O Sarau com Café vai comemorar os cinco anos do Sarau Beatles, em Porto Alegre, neste domingo, dia 17 de abril. O encontro será no Bistrô Personali (Travessa Venezianos, 25, Cidade Baixa), às 18 horas, reunindo os músicos Marcelo Astiazara e Tiago Rubens Goulart, que interpretam somente os clássicos dos Beatles, e os organizadores do Sarau com Café de Taquara, que intercalarão blocos de leitura com textos, comentários e curiosidades sobre os Garotos de Liverpool. O couvert é R$ 5,00.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Dias melhores

Por Roseli Santos


“As coisas estão melhorando”, diz um senhor de 72 anos.  A frase, cheia de otimismo, poderia ser dita por qualquer pessoa, em qualquer lugar onde as coisas estivessem melhorando, mas foi proferida por este senhor em um abrigo improvisado no Japão, poucos dias após o devastador terremoto que lhe tirou o teto e, quem sabe, familiares e amigos.

Ainda assim, ao ser entrevistado, diante de toda a tragédia, de toda a devastação, de todo o desespero, ele acredita que agora as coisas estão melhorando, e sorri.  Lição extrema de paciência, compaixão e de esperança desse povo capaz de ver luz e sorrir onde não há mais quase nada. Disciplina, respeito e alegria pela vida parecem emergir de cada cidadão japonês, mesmo que a realidade apavore, assuste e possa ficar pior.


Ainda assim, ele sorri e acredita que as coisas estão melhorando ou irão melhorar, num exercício de domínio e de reconhecimento da impermanência, porque é certo que, se tudo piora, um dia também há de melhorar. Difícil é aquietar o pensamento diante do caos, da destruição e da morte. Mais difícil ainda manter a ordem, a calma, a tranquilidade diante da carestia de água, de comida, de combustível e, principalmente, frente ao medo e iminência de um desastre nuclear.


Mas não há desespero naquele rosto de 72 anos que sorri. Resignação, resiliência, que nome se dá à capacidade de seguir, quando tudo para; de compreender, quando o medo cega; de acreditar, quando tudo desaba? E em meio aos escombros, choram seus mortos, recolhem lembranças, vivendo a vida possível, a vida que se apresenta, porque tudo pode melhorar.


Filas, fuga, fogo, pavor, destroços e, inacreditavelmente, a ordem supera o caos; a disciplina ensina; a humildade sustenta; e o sorriso ampara, acolhe e aceita mais um dia, porque tudo está melhorando.


Situação inimaginável por aqui. Mesmo sem terremotos, o Brasil estremece com a falta de respeito entre seus próprios cidadãos. Basta uma confusão qualquer e já há os espertinhos querendo se aproveitar ou levar alguma vantagem, certo? Certíssimo. Enquanto o Japão se reergue com as lições da própria natureza e sorri diante da possibilidade de dias melhores, aqui ainda há muito o que aprender e, quem sabe, melhorar, apesar da dita malandragem que espreita à espera do momento ideal para se dar bem.