sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

De todos e de cada um

Ao encerramos mais um ano de atividades do sarau, compartilho este texto recentemente publicado na Revista Hoje, de Taquara, expressando nossa alegria de termos construído um projeto que só nos enriquece a cada dia com a parceria de todos vocês:

“O amor pela leitura e pelos livros, o gosto pela música e a necessidade de compartilhar esse universo com o maior número de pessoas, especialmente os jovens, foram a mola propulsora para o Sarau com Café surgir e é, até hoje, a fórmula que o mantém vivo, intenso e repleto de vivências a serem compartilhadas. Da apreensão inicial à formatação do que é hoje, a ideia nunca esmoreceu, nem diante das dificuldades impostas por uma cidade onde tudo demora muito para acontecer e vingar. Ocorre que vingou e floresceu e se ramificou de uma maneira tal que nem imaginávamos ser possível chegar.

É desafiador, e nem sempre confortável, trilhar por caminhos inovadores e que despertam sentimentos e reações diversas (ou adversas em alguns casos) nos mais diferentes segmentos da comunidade. Para nossa surpresa, a cada encontro do sarau fomos criando fortes vínculos, novas amizades e, o mais importante, despertando o hábito da leitura e o gosto pela música em pessoas de todas as idades. Gratificante é pouco para definir o que construímos e que, tenho a certeza, ninguém destruirá. O que foi plantado já está se ramificando em dezenas de outros eventos semelhantes que, hoje, também semeiam a proposta que espalhamos por aí.

Eu, a Anna, o Chico, a Ilana, o Adolfo e todos os que já compartilharam desses momentos conosco sabem do que eu estou falando. E ainda que o sarau deixasse de ocorrer neste momento, tenho certeza de que ele sobreviveria independentemente de nós, latejando em cada leitor, em cada reflexão, em cada letra de música aqui interpretada, na lembrança das palavras dos convidados, no olhar atento do público, no abraço dos amigos, na boa vontade e no incomensurável amor com que nos doamos e que recebemos em troca. Só por isso, já teria valido a pena. Só por isso, o sarau já não nos pertence. É de todos e de cada um, para sempre”.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Sarau dia 24 na Taberna da Nety





A última edição deste ano do Sarau com Café acontecerá dia 24 de novembro, antecipando o encerramento das atividades de 2011, em razão do mês de dezembro apresentar uma agenda cheia de compromissos para a maioria das pessoas.  Para fechar o ano em um clima mais descontraído e musical, os organizadores do sarau resolveram comemorar de uma maneira diferente, convidando a todos para um happy hour na Taberna da Nety, a partir das  19h30min.

    A proposta é unir as atrações do sarau e seus colaboradores com os músicos e demais interessados em apresentar seus textos literários, como ocorre durante todo o ano espaço da Cafeteria Sabor Café e Livraria Nova Letra, em um momento mais festivo.

O evento, organizado por Roseli Santos, Ilana Lehn Fernandes, Anna Amélia Fleck e pelos músicos Chico Paz e Adolfo Silva deverá contar também com a presença de outros convidados, marcando o encerramento das atividades do ano, quando o sarau cumpriu intensa agenda de encontros, sempre na última quinta-feira de cada mês em Taquara; em escolas da região; e, mais recentemente, na Feira do Livro de Porto Alegre e em eventos especiais na capital e em outros municípios do Estado.

“O Sarau com Café retorna com os encontros mensais em março de 2012, no mesmo local onde é realizado há oito anos, em Taquara. Somos gratos a todos os apoiadores e seguiremos com nossa proposta de incentivar o hábito da leitura e revelar os talentos da região, além de trazer novidades para o ano que vem. Aguardem”, afirma a jornalista Roseli Santos.

O encontro do dia 24 de novembro começa às 19h30min, na Taberna da Nety, onde depois haverá show com Chico Paz e Os Figurões. A entrada para o sarau é gratuita.

O Sarau com Café tem apoio cultural de Cafeteria Sabor Café, Casa das Lãs, Cirurgiã Dentista Stefani Lanius Adam, Clínica de Ortopedia João Guilherme Hackmann, Faccat, Invento Propaganda, Estúdio Pro Produções, Livraria Nova Letra, TCA Informática e Prefeitura de Taquara.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Sem graça

Por Roseli Santos

Quem acompanha as redes sociais testemunha, todos os dias, uma infinidade de comentários e postagens sem sentido. A última é um deboche em relação à doença do ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva, sugerindo que ele faça o tratamento do câncer pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

A mórbida ironia, assim como qualquer doença, não tem a menor graça, seja com uma celebridade ou com o Zé Povinho. O sofrimento é o mesmo, com tratamento pelo SUS ou particular e, diga-se de passagem, o Sistema único de Saúde tem hospitais e profissionais de ponta, principalmente na área oncológica.
Por mais que estejamos acostumados às mazelas da condição humana, é na doença e na tragédia que a verdadeira solidariedade se manifesta. São situações como essas que escancaram bem quem somos nós e para onde vamos.

Recentemente, outra imagem me deixou transtornada, por mais que testemunhamos a violência do dia a dia. As filmagens e fotos do cadáver de Muammar Kadhafi, exibidas como um troféu, me deixaram uma sensação de tristeza profunda. Não pela morte do ditador em si, mas pela morbidez das pessoas que exploraram um corpo perfurado por balas com a mesma tranqüilidade em que fotografam os passeios com a família.

Dezenas de celulares registraram as cenas que, em segundos, já estavam na Internet para serem esquecidas meia hora depois ou até a próxima novidade. Me causa estranheza o desejo de alguns em ver a tragédia alheia, de ver o outro pior ou em situação constrangedora. Talvez isso explique porque as redes sociais estejam abarrotadas, também, de fotos com sorrisos forçados de gente que se exibe e posta uma forjada felicidade virtual. Há quem se sinta muito melhor e superior aos outros dessa maneira, ignorando a sua própria humanidade e o que ela possa lhe reservar.

Ainda assim, me atrevo a afirmar que acredito em amizade sincera, em gente do bem, em solidariedade, em amor e companheirismo. Afinal, por sermos justamente seres humanos, e já somos sete bilhões no mundo, talvez ainda haja uma chance entre milhares de nos melhorarmos, de nos descobrirmos, de nos ajustarmos ao eixo da vida, mesmo que alguns ainda prefiram acabar com ela ou com a dos outros.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Livros e música na feira





Há dois anos consecutivos, o grupo do Sarau com Café de Taquara marca presença na Feira do Livro de Porto Alegre. No último domingo, dia 30 de outubro, o evento ocorreu às 18 horas, no Território das Escolas, junto ao Cais do Porto, na ala dedicada à literatura infanto-juvenil.


O Sarau com Café, organizado por Roseli Santos, Anna Amélia Fleck, Ilana Lehn e pelos músicos Chico Paz e Adolfo Silva, levou à Feira do Livro, além da leitura tradicional de textos, a participação especial dos escritores Dilan Camargo e Léia Cassol. O encontro, que contou com um público da região e de Porto Alegre prestigiando o evento, também teve como convidados especiais os músicos Álvaro Vicente, Adriano Fleck, Marcelo Astiazara e Tiago Rubens Goulart, do Sarau Beatles.

“Participar do maior evento literário do Estado é, sem dúvida, uma honra para nós do Sarau com Café. Também queremos agradecer aos amigos de Taquara, da região e de Porto Alegre que sempre nos acompanham e incentivam nosso projeto onde quer que estejamos”, destaca Roseli Santos.









sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Sarau em POA

Neste domingo, dia 30 de outubro, às 18 horas, o Sarau com Café estará na Feira do Livro de Porto Alegre, na companhia de escritores convidados como Dilan Camargo, Hermes Bernardi Jr. e Léia Cassol.  O encontro será no Território das Escolas, junto ao Cais do Porto, privilegiando o público e a literatura infanto-juvenil.

Pelo segundo ano consecutivo, o Sarau com Café participará da Feira do Livro na capital, levando música e leitura para um público muito especial. “É sempre uma honra estar presente em um dos maiores eventos literários do Estado, representando Taquara e mostrando o projeto do Sarau com Café, que desenvolvemos há oito anos com sucesso em vários municípios”, explica a jornalista Roseli Santos, organizadora do evento juntamente com a psicóloga Anna Amélia Fleck, com a estudante Ilana Lehn e com os músicos Chico Paz e Adolfo Silva. No domingo, o sarau terá também a participação do músico Álvaro Vicente.

O Sarau com Café tem apoio cultural de Cafeteria Sabor Café, Casa das Lãs, Cirurgiã Dentista Stefani Lanius Adam, Clínica de Ortopedia João Guilherme Hackmann, Faccat, Invento Propaganda, Estúdio Pro Produções, Livraria Nova Letra, TCA Informática e Prefeitura de Taquara.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Sarau do Poeta






O próximo Sarau com Café acontecerá dia 27 de outubro, comemorativo ao Dia do Poeta. Este evento, especificamente, será realizado pelo terceiro ano consecutivo no mês de outubro em parceria com a Academia Lítero-Cultural Taquarense, presidida por Álvaro Bourscheidt. O sarau ocorrerá às 19h30min, no espaço da Cafeteria Sabor Café e Livraria Nova Letra, em Taquara. Toda a comunidade está convidada a participar e a mostrar suas produções neste gênero literário.

"Para nós, da Academia, é uma grande satisfação poder repetir, agora já pelo terceiro ano consecutivo, a parceria com o Sarau com Café para realizar o que chamamos informalmente de Sarau do Poeta, alusivo ao Dia do Poeta, comemorado em 20 de outubro. Em se tratando de dois movimentos literários, nada mais justo e apropriado que nos unamos para homenagear aqueles que têm a habilidade de mexer com as nossas emoções, de provocar sentimentos os mais distintos, com seus versos e rimas”, diz Álvaro Bourscheidt, convidando todos aqueles que gostam de poesia a marcarem presença no evento, seja simplesmente para assistir, seja para apresentar criações de sua própria autoria ou de seu autor predileto. “Vamos curtir este momento juntos, pois a vida sem poesia não tem graça nenhuma”, enfatiza o presidente da Academia Lítero-Cultural Taquarense.

Roseli Santos, Anna Amélia Fleck, Ilana Lehn, Chico Paz e Adolfo Silva, organizadores do Sarau com Café, esperam compartilhar mais uma vez este momento com toda a comunidade. “Nos dois últimos anos tivemos encontros muito ricos em textos e ideias, além da música que torna o encontro ainda mais poético”, afirma Roseli Santos.

Durante o sarau também haverá a participação de Nicole Siebel, acadêmica de Letras das Faculdades Integradas de Taquara (Faccat) e funcionária da Livraria Nova Letra, que teve conto recentemente publicado na antologia “Histórias Envenenadas”, da Andros Editora.



FEIRA DO LIVRO PORTO ALEGRE – E no dia 30 de outubro, às 18 horas, o Sarau com Café estará na Feira do Livro de Porto Alegre, na companhia de escritores convidados como Dilan Camargo, Hermes Bernardi Jr. e Leia Cassol.  O encontro será no Território das Escolas, junto ao Cais do Porto, privilegiando o público e a literatura infanto-juvenil.

 O Sarau com Café tem entrada gratuita e apoio cultural de Cafeteria Sabor Café, Casa das Lãs, Cirurgiã Dentista Stefani Lanius Adam, Clínica de Ortopedia João Guilherme Hackmann, Faccat, Invento Propaganda, Estúdio Pro Produções, Livraria Nova Letra, TCA Informática e Prefeitura de Taquara.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Você tem fome de quê?

Por Roseli Santos

A ordem é consumir. Abro a caixa de e-mails diariamente e me deparo com um volume cada vez maior de sites de ofertas de tudo o que vocês possam imaginar. Na TV, o varejão de diferentes lojas oferece qualquer coisa em 10, 20 ou 24 vezes. Nos jornais, encartes despejam promoções, fortalecendo o apelo consumista que permeia todas as áreas, dos cosméticos aos computadores; do telefone celular a viagens; do vestuário à alimentação. O mundo está em oferta, minha gente. 50% Off! Aproveitem!

É algo assustador e que se dissemina com uma velocidade incrível. Todos querem vender tudo porque há quem queira comprar qualquer coisa. Não importa o quê. Vale a lei de oferta e do crédito fácil que garante a compra, custe o que custar. E normalmente custa caro, embora a maioria dos consumidores não perceba que está comprando o que nem precisa, indo a lugares que nunca teve vontade, comendo o que não lhe apetece, gastando o que não ganha.

Comportamento compulsivo que me parece ansiedade convertida em objetos palpáveis, ilusoriamente adquiridos para preencher uma felicidade obrigatória. Tempos indisfarçáveis em que alguns tentam enganar a si mesmos enquanto outros lucram e, na ânsia de mais lucrar, criam novas necessidades, sem que elas existam realmente.

Abra agora sua caixa de e-mail e confira as ofertas do dia prontas para serem consumidas ou deletadas. Na TV, no rádio, na Internet, online o tempo todo, para poder consumir informação em excesso, produtos descartáveis, lixo virtual. Pague um leve dois. Tudo em 10 vezes sem entrada.  Primeiro pagamento lá em janeiro. Só amanhã, não perca. Ofertas válidas enquanto durar o estoque. Corra e garanta o seu lugar na fila que mata a sua fome...de quê, mesmo?

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Alquimia no próximo sarau

 
A alquimista Marisa Gularte é a convidada do próximo Sarau com Café, dia 29 de setembro, em Taquara. Publicitária de formação, atuou na área de comunicação e em revista do setor coureiro-calçadista, além de trabalhar no eixo Novo Hamburgo-São Paulo por 10 anos. Aos 19 anos começou a  freqüentar o centro Alan Kardec, onde ficou por 20 anos estudando espiritismo e trabalhando como médium.

Posteriormente, dedicou-se a estudos sobre terapias naturais e fez curso sobre Fitoterapia na Unisinos, onde se apaixonou pela Alquimia. Segundo ela, depois disso interessou-se por temperos e seu poder de cura pela alimentação e conheceu a aromaterapia, os óleos essenciais e suas possibilidades e combinações. Marisa Gularte também conheceu o trabalho de Joel Aleixo e estudou florais básicos, minerais, astrologia alquímica, tarô, reflexologia, filosofia, mitologia e ervas, sua grande paixão.

    O Sarau com Café, organizado pela jornalista Roseli Santos, pela psicóloga Anna Amélia Fleck e pelos músicos Chico Paz e Adolfo Silva acontecerá dia 29, às 19h30min, no espaço da Cafeteria Sabor Café e Livraria Nova Letra, em Taquara.  “O tema deste mês promete um grande reflexão sobre a essência do ser humano e do que realmente importa nessa vida”, destaca Roseli Santos, enfatizando que os encontros mensais do sarau têm se tornado momentos importantes para a troca de experiências e debate sobre os mais diferentes assuntos.

O evento tem entrada gratuita e apoio cultural de Cafeteria Sabor Café, Casa das Lãs, Cirurgiã Dentista Stefani Lanius Adam, Clínica de Ortopedia João Guilherme Hackmann, Faccat, Invento Propaganda, Estúdio Pro Produções, Livraria Nova Letra, TCA Informática e Prefeitura de Taquara.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Só alegria!






Pequenos e grandes leitores fizeram a alegria de mais um Sarau com café, ontem à noite, em Taquara. A energia da escritora Léia Cassol contagiou a todos e fez do encontro uma grande festa, especialmente para os queridos e pequenos leitores que interagiram e tiveram contato direto com o talento, o carisma e a energia inesgotável dessa grande contadora de histórias. Um beijão imenso a todos vocês por estes momentos de felicidade compartilhados assim, de pertinho, com cultura, música e muito riso. Ser feliz é fácil e está nesses pequenos grandes momentos que não custam nada.


segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Léia Cassol no sarau dia 25





A escritora infanto-juvenil e contadora de histórias Léia Cassol é a convidada do Sarau com Café, dia 25 de agosto, às 19h30min, no espaço da Cafeteria Sabor Café e Livraria Nova letra, em Taquara. Residente em Porto Alegre, ela entrou no universo da literatura pelas histórias que o pai lhe contava quando era pequena. Mais tarde, começou a trabalhar como editora e passou a escrever.

Atualmente, Léia Cassol é contadora de histórias e escritora de literatura infanto-juvenil. Há dois anos fez um curso técnico em Guia de Turismo Regional para ter um olhar mais criterioso sobre os lugares e a cultura do Rio Grande do Sul. Também cursa História e está desenvolvendo uma pesquisa sobre Folclore e a Cultura Popular no Estado.

Entre os livros mais conhecidos de Léia Cassol, estão “Um dia especial” e “Descobrindo Porto Alegre”. Os lançamentos são “O aniversário da bruxa Kika”, “Bruxa Zamya”, “Bruxa Merreca”, “O cofre de três segredos” e “Marieta”.

Organizado pela jornalista Roseli Santos, pela psicóloga Anna Amélia Fleck, pela estudante Ilana Lehn e pelos músicos Chico Paz e Adolfo Silva, o evento diversifica cada edição com novos convidados, levando arte, música e literatura para vários municípios do Estado. “A Léia Cassol é muito talentosa e carismática. Este será um sarau para crianças e adultos se divertirem, aprendendo. Vale a pena conferir de perto a alegria dessa contadora de histórias”, garante Roseli Santos.

    O sarau tem apoio cultural de Cafeteria Sabor Café, Casa das Lãs, Cirurgiã Dentista Stefani Lanius Adam, Clínica de Ortopedia João Guilherme Hackmann, Faccat, Invento Propaganda, Estúdio Pro Produções, Livraria Nova Letra, TCA Informática e Prefeitura de Taquara.






domingo, 7 de agosto de 2011

Uma gota de esperança

 Por Roseli Santos

Preciso admitir, ainda que não alimente grande expectativa em relação ao futuro da humanidade, que há pessoas e pessoas. E, por incrível que pareça, ainda me surpreendo quando encontro gente decente, digna, capaz de gestos nobres e gentis, em meio a situações caóticas ou inusitadas.

Chega a ser ridículo enaltecer o que deveria ser o óbvio, o normal, o básico, já que ser decente e gentil seria a regra e não a exceção como exalto aqui, sem citar nomes, mas agradecendo aos que comparecem sem ser intimados, aos que se revelam amigos sem nunca ter sido, aos que simplesmente cumprem com o seu dever de cidadão, ainda que anonimamente, e aos que se solidarizam por serem verdadeiramente amigos.

Gente decente e gentil, nobres em gestos e atitudes, pessoas dignas para serem citadas aqui, embora eu não precise fazer isso por elas saberem exatamente quem são e o que fazem, sem necessidade de aparecer.

Ainda assim, deixo aqui registrado o meu reconhecimento a esses cidadãos que tornam a humanidade melhor, que nos alentam quando menos esperamos, que estão ao lado quando precisamos, que nos escoram com sua generosidade. Sem eles, isso aqui seria o inferno, tenho absoluta certeza. A vida não teria sentido e nem haveria motivos para sairmos da cama.

Acordar é um ato de coragem para quem sabe o que fazer. Se não há afetos e projetos, parafraseando Lia Luft, fica muito mais difícil. Pior ainda, sem metas direcionadas ao bem estar do outro, aos desconhecidos que podemos socorrer sem planejamento estratégico, sem segundas e quintas intenções.  Sem isso, a vida se resume ao seu próprio umbigo que, convenhamos, não interessa nem a você mesmo.

Aliás, a quem interessam seus problemas pessoais, sua vida particular, além de você mesmo. Eu não quero saber o que você come ao meio-dia, mas o que você pensa em relação ao seu semelhante. Sua vida pessoal não me diz nada, mas o que você faz pelas pessoas que não lhe pertencem me diz muito mais.

Comunidade, compaixão, comum, comungar, compartilhar, colaborar e confortar são palavras mágicas que podem salvar vidas. Não a sua, mas a dos que o cercam e que ainda podem fazer muito por você também, se um dia você sair da sua zona de conforto.

Preciso admitir que ainda há gente decente e digna, acreditem, mesmo que  a humanidade pareça não ter mais jeito. E o pior é que não tem. Os que restam são a gota de esperança que escorre do frasco que já quebrou faz tempo.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

De bem com a vida

Por Roseli Santos



Reconciliar-se com a vida é um exercício que devemos praticar todos os dias. É preciso estarmos bem conosco mesmos e com a vida que levamos para termos o que dar a nós e aos outros. Só doa quem tem sobrando, quem ultrapassa os limites de si mesmo, quem está de bem e em paz com a vida.

O Sarau com Café com o músico Alemão Ronaldo, na última sexta-feira, dia 22 de julho, me trouxe essa reflexão e a imensa alegria de estar entre os que se doam, entre os que têm mais para dar do que para receber, entre os que estão de bem com tudo e com todos. Momentos como esses são para reforçar que ainda há em que acreditar, em quem apostar, com quem dividir.

Foram quase duas horas de puro encantamento, alegria, diversão, lazer e, obviamente (ainda que alguns insistam em jogar contra), momentos de cultura, história e música da melhor qualidade. O público que lotou o espaço do sarau nas comemorações dos oito anos de atividades em Taquara, teve mais um grande encontro de interação, de amizade, de descontração e, acima de tudo, de parceria, de desprendimento, de doação. Gratuitamente, estavam lá porque queriam festejar o sarau e a vida, como vem ocorrendo sempre ao longo dos oito anos em nossos encontros mensais.

Não fossem essas pessoas que apostam, acreditam, pegam junto e se jogam no que acreditam, seria mais um evento, apenas, daqueles que ninguém lembra no outro dia. Felizmente, reunimos gente de bem, capaz de fazer dos saraus fonte de troca inesgotável, de novas amizades, de conhecimento e de experiências múltiplas, compartilhadas sem preconceito, sem julgamento, sem medo.

Me alio aos corajosos, aos que se doam para poder dizer, sem sombra de dúvida, que estou de bem com a vida e com os que, como eu, sabem dividi-la com quem merece, com quem sabe o que quer e não se acovarda junto à maioria.  Sem medo, posso afirmar, muitos se encontram consigo mesmos ao vivenciar momentos como o sarau de sexta-feira.

Obrigada, Alemão Ronaldo! Obrigada, amigos, por fazerem da vida algo mais do que um meio de ganhar dinheiro, de ter, de aparecer, de consumir, de simplesmente existir. Obrigada Alemão e amigos por fazerem a minha vida muito melhor, muita mais do que aparência, muito mais do que aparenta. Lindo sarau, minha gente! Que venham os próximos.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Alemão Ronaldo no sarau

 
 

A próxima edição do Sarau com Café terá como convidado especial o músico Alemão Ronaldo, no dia 22 de julho, às 19h30min, para comemorar os oito anos de atividades do evento em Taquara e na região. Na ocasião, Alemão Ronaldo fará um bate-papo com os fãs e a comunidade interessada, além de relembrar seus maiores sucessos. A entrada é gratuita.

“O sarau de oito anos acontecerá excepcionalmente numa sexta-feira, dia 22 de julho, conciliando agenda do músico que fará show no mesmo dia, às 23 horas, no Convés, em Taquara”, explica a jornalista Roseli Santos, uma das organizadores do sarau, juntamente com a psicóloga Anna Amélia Fleck, com a estudante Ilana Lehn Fernandes e com os músicos Chico Paz e Adolfo Silva. Para Roseli Santos, a trajetória do Sarau com Café já faz parte da história cultural da região, destacando os talentos na arte, na música e na literatura.

“Somos resistentes, empenhados e motivados porque acreditamos no projeto a que nos dedicamos com o propósito de incentivar a leitura entre os jovens, especialmente, o que é muito gratificante. Já semeamos e colhemos muitos frutos com os saraus realizados em vários municípios do Estado”, diz a jornalista.



CARREIRA - Considerado uma lenda viva do rock gaúcho, Alemão Ronaldo completará 30 anos de carreira em 2012. Ele iniciou com o grupo Taranatiriça e depois se destacou como vocalista da Bandaliera. Agora, Alemão Rolando, em carreira solo, depois de ter gravado vários discos com os outros grupos, lança seu terceiro CD e segundo DVD individuais, que poderão ser conferidos e adquiridos também no sarau.

 “Queremos comemorar juntos mais este aniversário do sarau, trazendo um dos ícones do rock do Rio Grande do Sul para um momento de descontração e muita música. Mais do que os oito anos, festejamos todas as experiências e conhecimentos acumulados ao longo desses encontros por onde quer que passamos, reunindo diferentes "tribos", assuntos, pessoas e interesses culturais diversificados que só nos enriquecem”, afirma Roseli Santos, lembrando também o incentivo dos que se empenham juntos, culturalmente, para que o sarau aconteça.

            O sarau tem apoio cultural de Cafeteria Sabor Café, Casa das Lãs, Cirurgiã Dentista Stefani Lanius Adam, Clínica de Ortopedia João Guilherme Hackmann, Faccat, Invento Propaganda, Estúdio Pro Produções, Livraria Nova Letra, TCA Informática e Prefeitura de Taquara.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Os vencedores do concurso literário








O Sarau com Café da última quinta-feira, dia 30 de junho, premiou os melhores textos do concurso literário alusivo ao Dia dos Namorados. O evento, realizado no espaço da cafeteria Sabor Café e Livraria Nova Letra, em Taquara, reuniu escritores e músicos para mais um encontro destacando os talentos na arte, na música e na literatura, intercalado com blocos de leitura.

Os vencedores do concurso foram: 1º lugar - Renato Oliveira (Prece de Amor);  2.º lugar - Iara Neves Spindler (Sem Limites);  3º lugar - Fernanda Goldschmidt (A arte do passado); e  4.º lugar - Tiago Rubens (Sorte Grande ). Também houve uma premiação especial para Clair Wilhelms (Não Importa). Os vencedores receberam premiação especialmente concedida para o evento da fotógrafa Letícia Wolff, da Sex Shop Haide, de Daniel Confortin e da Faccat.

    Os organizadores do sarau destacaram a boa participação da comunidade regional, que enviou contos, crônicas, poesias e letras de músicas, superando a expectativa neste primeiro evento literário promovido pelo Sarau com Café. “A nossa intenção é realizar novos concursos temáticos, revelando os talentos literários na região e apresentá-los no sarau”, afirma a jornalista Roseli Santos.
     O sarau, organizado por Roseli Santos, Anna Amélia Fleck, Ilana Lehn, Chico Paz e Adolfo Silva, também contou com a apresentação especial do coro da Faccat, sob a regência do maestro Louis Louis Marcelo Illenseer.

ALEMÃO RONALDO – Dia 22 de julho, às 19h30min, para comemorar os oito anos de atividades em Taquara e na região, o Sarau com Café terá como convidado especial o músico Alemão Ronaldo, que fará um bate-papo com os fãs e a comunidade interessada, além de relembrar seus maiores sucessos. “O sarau de oito anos acontecerá excepcionalmente numa sexta-feira, dia 22 de julho, conciliando agenda do músico que fará show no mesmo dia, às 23 horas, no Convés, em Taquara.
    O sarau tem entrada gratuita e apoio cultural de Cafeteria Sabor Café, Casa das Lãs, Cirurgiã Dentista Stefani Lanius Adam, Clínica de Ortopedia João Guilherme Hackmann, Faccat, Invento Propaganda, Estúdio Pro Produções, Livraria Nova Letra, TCA Informática e Prefeitura de Taquara.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Sarau dos namorados

Os namorados ganharão um momento especial no próximo Sarau com Café, dia 30 de junho, às 19h30min, junto ao espaço da Cafeteria Sabor Café e Livraria Nova Letra, em Taquara. O encontro terá como novidade um concurso literário, onde qualquer pessoa pode participar escrevendo sua história de amor ou desamor, encontros ou desencontros, sonho e fantasia. Vale poema, conto, crônica e até letra de música. Para participar, basta enviar o seu texto até o dia 27 de junho para o e-mail saraucomcafe@gmail.com. Mais informações podem ser obtidas com os organizadores do sarau ou pelo telefone 8437-5806.

Os três melhores textos serão premiados com cinco fotos tamanho 15X21 feitas pela fotógrafa Letícia Wolff (primeiro lugar); um kit da Sex Shop Haide (segundo lugar); e um kit da marca Daniel Confortin (terceiro lugar), todos de Igrejinha.

O sarau, organizado por Roseli Santos, Anna Amélia Fleck, Ilana Lehn, Chico Paz e Adolfo Silva, comemora oito anos de atividades em 2011 e vem realizando encontros em várias cidades da região, além dos eventos mensais em Taquara.


AGENDA - nesta quinta-feira, dia 16 de junho o Sarau com Café estará na livraria Fnac do Barra Shopping, às 19 horas, em Porto Alegre, participando de um projeto conjunto com o Sarau Beatles. Dia 8 de julho, fará uma participação especial em evento com os alunos do Colégio Santa Teresinha, às 10 horas, em Taquara. Em julho, já está programada, também, uma atração especial para as comemorações dos oito anos do evento,  em Taquara.

“Nos empenhamos cada vez mais para interagir com a comunidade e levar música, arte e literatura para toda a região, reforçando o hábito da leitura especialmente entre os jovens”, afirma a jornalista Roseli Santos.

O Sarau com Café tem apoio cultural de Cafeteria Sabor Café, Casa das Lãs, Cirurgiã Dentista Stefani Lanius Adam, Clínica de Ortopedia João Guilherme Hackmann, Faccat, Invento Propaganda, Estúdio Pro Produções, Livraria Nova Letra, TCA Informática e Prefeitura de Taquara.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Mais livres

Por Roseli Santos


Ouvi um comentário sobre a liberdade conquistada à medida em que envelhecemos. Ao contrário do que possa pensar a maioria das pessoas, os mais jovens, especialmente, entendi (ao longo de muitos anos, obviamente) que ficar mais velho é uma maneira de nos livrarmos de algumas amarras e de nos tornarmos cada dia mais livres. 

A passagem do tempo revela a sabedoria que acumulamos sem percebermos e nos presenteia com uma liberdade imensa de podermos dizer, gritar, ignorar, optar, discutir e escolher o que bem entendermos. Tem coisa mais maravilhosa na vida do que ser dono do próprio nariz? Há um preço, claro, como ser responsável e responsabilizado por todas as nossas atitudes, além das contas a pagar, certamente, se você já abandonou a casa dos pais.

Não se cresce impunemente, mas também não se é jovem e totalmente livre. Não me refiro à liberdade de ir e vir, apenas, mas principalmente ao livre pensar, livre arbítrio, liberdade conquistada a cada dia, em gestos, em posicionamentos, em cada aluguel pago do próprio salário, em cada palavra dita ou escrita, a cada dia que passa.

Isso me soaria, aos 20 e poucos anos, como uma conversa para “boi dormir”. Pensava que já era livre aos 15 anos de idade. Imagina, que blefe. Só depois de sobreviver a mais três décadas de tudo um pouco é que comecei a me dar conta, quase sem querer, do valor da minha vida e das minhas conquistas.

Ficar mais velha ou mais experiente, como dizem alguns, me deixa hoje mais livre para seguir em frente, ainda que isso signifique estar mais próxima do fim do que do começo da jornada. Mas o final talvez não signifique o pior. Talvez o pior esteja em tudo o que esquecemos de dizer, no amor que não compartilhamos, no sorriso que ignoramos, nos amigos que perdemos, nos projetos que abortamos e na liberdade que não acumulamos, ao longo dos 15, 20, 30, 40, 50 anos, etc, etc, etc..

Se tudo tem um tempo, o meu é agora. E se a liberdade tem um preço, o tempo é cúmplice e fiel companheiro, a cada ano que passa.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Colecionadores


O Sarau com Café do dia 26 de maio terá como tema “Os colecionadores”, reunindo os interessados da região que colecionem qualquer objeto e que queiram compartilhar conhecimentos, fotos, e curiosidades sobre esse assunto. “Mais do que simplesmente guardar, colecionar é uma arte e uma fonte cultural de pesquisa histórica em diferentes segmentos, além de ser um hobby bastante apreciado por muitas pessoas”, diz a jornalista Roseli Santos, uma das organizadoras do sarau, juntamente com a psicóloga Anna Amélia Fleck, com a estudante Ilana Lehn Fernandes e com os músicos Chico Paz e Adolfo Silva.

O encontro acontecerá no espaço junto à Cafeteria Sabor Café e Livraria Nova Letra em Taquara (rua Emílio Lúcio Esteves, 1180), às 19h30min, e é aberto a todos os interessados no assunto, com entrada franca.  Dia 11 de maio, o Sarau com Café fez uma participação especial no aniversário de Parobé, reunindo a comunidade na Rua Coberta para um momento de descontração, com arte, música e literatura. O sarau também já tem agendados encontros para os dias 8 de junho, na escola Felipe Marx, em Taquara; dia 16 de junho, na Livraria FNAC, com o Sarau Beatles, no Barra Shopping, em Porto Alegre; e dia 8 de julho no Colégio Santa Teresinha em Taquara.

O evento tem apoio cultural de Cafeteria Sabor Café, Casa das Lãs, Cirurgiã Dentista Stefani Lanius Adam, Clínica de Ortopedia João Guilherme Hackmann, Faccat, Invento Propaganda, Estúdio Pro Produções, Livraria Nova Letra, TCA Informática e Prefeitura de Taquara.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Invisíveis

 Por Roseli Santos
 
Um artigo escrito recentemente pelo amigo, fotógrafo e escritor, Jerri Rossato Lima, me chamou a atenção para a invisibilidade das pessoas que não estão conectadas 24 horas no Facebook. Perceberam como há a necessidade crescente e permanente de “curtir”, “comentar” e “postar” qualquer coisa para existir? Eu, que não sou hipócrita e admito também utilizar essa ferramenta para contatos pessoais e profissionais, parei para analisar mais atentamente o perfil dos ditos “amigos” , especialmente daqueles que passam a maior parte do tempo “dizendo coisas”, “qualquer coisa”, online, seja por laptops, celulares, computadores pessoais e sei lá mais o quê, simplesmente para não se sentirem invisíveis ou acreditarem que, assim, existem realmente, por ironia, num mundo virtual.

O Jornalista Marcello Vernet de Beltrand afirmou em artigo publicado em Zero Hora que  “conexão não é comunicação. Conexão tem relação com velocidade, instantaneidade, multiplicidade. Já comunicação entre indivíduos pertence ao continente da arte, pois exige tempo, contato face a face, profundidade, escuta, atenção, relação, percepção. Enquanto a conexão remete ao universo infinito e virtual, a comunicação nos convida a um olhar e estar – aqui e agora – no vasto território do outro. A comunicação é arte lenta e pressupõe ouvir mais do que falar, processar informações, selecionar significados, atribuir valor, eleger caminhos. Conexão exige acesso, comunicação é processo. Portanto, caro leitor, se você tem mais de 150 conexões, abra os olhos. Você pode estar vencendo a batalha da conectividade, mas, definitivamente, a qualidade única e original do ser comunicativo que o habita empobrece... velozmente”.

 Fica claro que o número de conexões não justifica sua existência, mas basta uns dias desconectado  e pronto. Quem é você? Por onde anda? Morreu? Sumiu? Por favor, para ser quem se é não é preciso estar online. Basta um telefonema e, se você for amigo, verdadeiro, como os que eu tenho com o maior orgulho, nem precisa postar bobagens a cada segundo para mostrar-se vivo, presente.

Outro amigo meu contava, espantado, que se comunica diariamente com uma pessoa pelo Facebook, mas que ao se deparar pessoalmente com a amiga virtual, dia desses, limitaram-se  a um “oi tudo bem?” e cada um foi para o seu lado, sem nada a dizer. Esquisito, não? Intimidades online viram nada  quando a visibilidade é real.

Confesso que tem sido divertido e curioso fazer esta análise da invisibilidade/visibilidade em um suporte virtual.  Basta postar algo e todos te reconhecem novamente. Esqueça ou se omita de dizer algo e... surpresa...você não existe mais. Desapareceu. O mais interessante é que há pessoas que forjam ser formadoras de opinião, comentando até a pedra que surje no meio do caminho, analisam seus umbigos e o dos vizinhos, observam o mundo baseados no que os outros fazem e não no que realmente acreditam e pensam.  

Mas a quem interessa  ouvi-los?  Excetuam-se aqui, obviamente, os que utilizam essa ferramenta para opinar com propriedade sobre suas áreas de atuação ou envolvimento, compartilhando conhecimento e informação, cultura e diversão, entretenimento saudável, sabedoria para o mundo.  Pessoas deste nível nunca serão invisíveis, mesmo que deixem de postar algo no Facebook, no Twitter ou seja lá o que for. Essas sim, são formadoras de opinião e somam na vida real ou virtual.

Portando, queridos amigos, seja do Facebook ou da vida real, não se importem tanto com a visibilidade online, forjada em bases muito frágeis. Comuniquem-se verdadeiramente com seus amigos reais, porque conexão é outra coisa. Ajuda, mas sua instantaneidade pode durar apenas alguns meses, talvez alguns dias, horas, minutos, segundos. Uma amizade real, e essa é daquelas que se conta nos dedos (não passam de cinco ou seis, podem acreditar nisso),nos acompanhará  até o fim da vida. E essa, sim,  um dia  terminará de verdade, minha gente, ainda que nosso perfil permaneça online e já nem estejamos mais aqui, invisíveis, para sempre!

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Sarau, gincanas e os 125 anos de Taquara



 

O Sarau com Café do dia 28 de abril será alusivo aos 125 de Taquara. O encontro, que acontece sempre na última quinta-feira de cada mês no espaço junto à Cafeteria Sabor Café e Livraria Nova Letra, às 19h30min, reunirá os organizadores Roseli Santos, Ilana Lehn, Anna Amélia Fleck, Chico Paz e Adolfo Silva para a leitura de textos intercalados com música, em homenagem ao aniversário da cidade.

O encontro também reservará um momento especial para o histórico e as lembranças das grandes gincanas realizadas na cidade, com a participação de membros ativos e de gincaneiros de outras épocas, além da divulgação da próxima gincana municipal.

O evento é aberto gratuitamente à comunidade. Pessoas interessadas em destacar em textos, arte ou música o aniversário da cidade, além de gincaneiros e colaboradores que possam recordar os eventos já promovidos no município,  podem participar com suas criações artísticas ou relatos históricos e culturais.

O sarau tem apoio cultural de Cafeteria Sabor Café, Casa das Lãs, Cirurgiã Dentista Stefani Lanius Adam, Clínica de Ortopedia João Guilherme Hackmann, Faccat, Invento Propaganda, Estúdio Pro Produções, Livraria Nova Letra, TCA Informática e Prefeitura de Taquara.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Sarau em POA dia 17





O Sarau com Café vai comemorar os cinco anos do Sarau Beatles, em Porto Alegre, neste domingo, dia 17 de abril. O encontro será no Bistrô Personali (Travessa Venezianos, 25, Cidade Baixa), às 18 horas, reunindo os músicos Marcelo Astiazara e Tiago Rubens Goulart, que interpretam somente os clássicos dos Beatles, e os organizadores do Sarau com Café de Taquara, que intercalarão blocos de leitura com textos, comentários e curiosidades sobre os Garotos de Liverpool. O couvert é R$ 5,00.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Dias melhores

Por Roseli Santos


“As coisas estão melhorando”, diz um senhor de 72 anos.  A frase, cheia de otimismo, poderia ser dita por qualquer pessoa, em qualquer lugar onde as coisas estivessem melhorando, mas foi proferida por este senhor em um abrigo improvisado no Japão, poucos dias após o devastador terremoto que lhe tirou o teto e, quem sabe, familiares e amigos.

Ainda assim, ao ser entrevistado, diante de toda a tragédia, de toda a devastação, de todo o desespero, ele acredita que agora as coisas estão melhorando, e sorri.  Lição extrema de paciência, compaixão e de esperança desse povo capaz de ver luz e sorrir onde não há mais quase nada. Disciplina, respeito e alegria pela vida parecem emergir de cada cidadão japonês, mesmo que a realidade apavore, assuste e possa ficar pior.


Ainda assim, ele sorri e acredita que as coisas estão melhorando ou irão melhorar, num exercício de domínio e de reconhecimento da impermanência, porque é certo que, se tudo piora, um dia também há de melhorar. Difícil é aquietar o pensamento diante do caos, da destruição e da morte. Mais difícil ainda manter a ordem, a calma, a tranquilidade diante da carestia de água, de comida, de combustível e, principalmente, frente ao medo e iminência de um desastre nuclear.


Mas não há desespero naquele rosto de 72 anos que sorri. Resignação, resiliência, que nome se dá à capacidade de seguir, quando tudo para; de compreender, quando o medo cega; de acreditar, quando tudo desaba? E em meio aos escombros, choram seus mortos, recolhem lembranças, vivendo a vida possível, a vida que se apresenta, porque tudo pode melhorar.


Filas, fuga, fogo, pavor, destroços e, inacreditavelmente, a ordem supera o caos; a disciplina ensina; a humildade sustenta; e o sorriso ampara, acolhe e aceita mais um dia, porque tudo está melhorando.


Situação inimaginável por aqui. Mesmo sem terremotos, o Brasil estremece com a falta de respeito entre seus próprios cidadãos. Basta uma confusão qualquer e já há os espertinhos querendo se aproveitar ou levar alguma vantagem, certo? Certíssimo. Enquanto o Japão se reergue com as lições da própria natureza e sorri diante da possibilidade de dias melhores, aqui ainda há muito o que aprender e, quem sabe, melhorar, apesar da dita malandragem que espreita à espera do momento ideal para se dar bem.





quinta-feira, 3 de março de 2011

Nem aí

Por Roseli Santos

Por incrível que pareça para alguns (especialmente os do time que sempre torce contra), cada vez que recebo a notícia de que alguma entidade, órgão ou estabelecimento vai fechar em Taquara “ainda” me dá aquele aperto, aquela sensação de impotência diante do fato irreversível. Digo “ainda” porque diante de tantas deserções e de locais que deixaram de funcionar no município nos últimos anos, há quem nem alimente mais essa sensação, uma vez que, para muitos moradores, isso parece não fazer a menor diferença.


Acontece que para mim faz muita diferença ver a cidade desaparecendo, literalmente, com o sumiço de quase tudo o que é representativo e importante para a comunidade. Taquara já sediou vários órgãos representativos estaduais e federais, já teve grandes redes de lojas, já ofereceu entretenimento e lazer diversificado para todos os gostos durante todos os dias da semana, especialmente aos sábados, entre outras inúmeras atividades que simplesmente deixaram de existir. A lista do que o município perdeu nos últimos anos é imensa, em comparação com o que conquistou e agregou para incrementar vários setores. Sei que há pessoas empenhadas em tentar reverter e inovar em algumas coisas, mas o passado não volta e o futuro me parece obscuro por aqui, enquanto o presente fica estagnado.



Esta semana, o anúncio do fechamento da creche Apromin e das dificuldades financeiras enfrentadas também pelo Lar de Padilha me deixaram sem palavras, agora transformadas por mim em artigo para lamentar, desta vez, o descaso com crianças e jovens que correm o risco de perderem o maior amparo que poderiam ter, que é a expectativa de crescerem com esperança de construir um futuro e, quem sabe, transformar e desenvolver a cidade onde moram e que os sustenta através destas entidades assistenciais.



Ainda não sei os desdobramentos desse assunto, embora a administração municipal e outros cidadãos dedicados à causa comunitária tentem impedir que isso aconteça. Mesmo assim, para quem vive em Taquara, ecoa o sentimento de fracasso, de impotência, de descaso para com as nossas coisas e para com a nossa gente. Com raríssimas exceções, testemunhei por aqui um mutirão de protesto, uma mobilização pelo bem comum, uma passeata de revolta contra qualquer coisa. Nem quando o hospital fechou por aproximadamente dois anos, nem quando os empregos foram desaparecendo, as empresas fechando, os órgãos públicos sendo deslocados para outras cidades, etc, etc,etc.


Percebo, isso sim, movimentos isolados e individualistas quando o assunto é de interesse pessoal e afeta diretamente apenas o cidadão ou a classe envolvida. De resto, grandes mobilizações e empenho coletivo, só no carnaval, em shows de artistas famosos que aportam por aqui ou em dia de decisão nos estádios de futebol, sem contar os que nem para isso se deslocam, bastando-lhes uma poltrona diante da TV para que o mundo se apresente com as barbaridades do que acontece por aí, com os outros, é claro.







segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Lendo e aprendendo









Por Roseli Santos

Pois acreditem, há quem afirme que simples eventos literários não são culturais ou não sejam suficientes para promover a cultura. Fiquei surpresa com tamanha barbaridade. Aprendi com a minha família e com os meus professores a desenvolver o gosto pela leitura, pelos livros e por tudo o que envolve esse mundo fantástico, por mais simples que sejam as ações a ele dedicadas, capaz de abrir todas as portas e todas as possibilidades.

Quem não lê fica alienado culturalmente de muitas coisas, mas quem afirma categoricamente que um simples evento literário não é suficiente para desenvolver o fazer cultural talvez esteja enclausurado em outro tipo de alienação. Uma nova forma de analfabetismo, certamente, capaz de desprezar qualquer iniciativa que promova e desenvolva o gosto pela leitura e, conseqüentemente, seja capaz de formar cidadãos mais felizes e conscientes.

Tenho um exemplo claro e digno (e poderia citar vários promovidos aqui em Taquara, mesmo) de que é possível ser agente de transformação cultural com gestos simples e bem intencionados. O Sarau com Café, ao longo de oito anos, é uma referência cultural de destaque regional e estadual. É através da leitura de textos, da música e da troca de experiências com nossos convidados que conseguimos transformar a realidade de muitas pessoas, despertando o amor pela arte, pela música e pela literatura em locais onde nem sequer imaginávamos que isso seria possível. Esse e outros eventos literários são estímulo para quem ainda não sabe (ou já sabia há mais tempo) que ler é uma grande viagem.

Claro que há outras formas de “viajar” e há quem as prefira em troca de uma vivência real e enriquecedora, como a leitura ou outras atividades culturais. Claro, também, que há quem prefira desdenhar e ironizar o que existe em Taquara e na região por absoluto despeito. Mas esses são exceções, cartas fora do baralho, incapazes de fazer a diferença. Humanamente compreensível.

Mas para quem nos acompanha em nossos encontros, vale lembrar que dia 31 de março o Sarau com Café retorna com novidades e muita cultura, sim, para aqueles que sabem o que é um evento literário de verdade. Chico, Adolfo, Anna, Ilana e eu esperamos por vocês para mais um ano de descobertas, só possíveis aos que sabem viajar literalmente no que os livros, a música e a arte em geral nos oferecem gratuitamente, sem cobrar pelo que está disponível a todos, basta querer aprender e, quem sabe, fazer cultura do seu jeito, sem os velhos paradigmas de quem talvez nem saiba, ainda, a que veio neste mundo.

Até março, pessoal.








terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Na corda bamba

Por Roseli Santos

Ainda que o lado negro do ser humano aflore todos os dias em atos de violência e demais gestos menos nobres em relação a seus semelhantes, sempre é possível testemunhar, em alguns momentos, o altruísmo e a solidariedade. As tragédias e situações de calamidade, especialmente, despertam o instinto coletivo de sobrevivência. Há uma comoção generalizada em casos como os desabamentos e mortes causados pela chuva, recentemente, no Rio de Janeiro, mesmo que a chuva ocupe o seu devido lugar na natureza, desde sempre.

O assunto pode já ter quase se esgotado em toda a imprensa, que logo se preocupará com outros acontecimentos, mas me chamou atenção a preocupação de alguns voluntários e solidários, não só com as pessoas flageladas, mas com os animais, tão vítimas quanto os sobreviventes humanos nessa situação específica.

As cenas exibidas pelas emissoras de televisão, mostrando uma mulher agarrada ao seu cachorro em meio à enchurrada que quase a levou, mostram que ela não abandonou o fiel companheiro nem naquele momento de vida ou morte. Abraçada a ele, ao ser resgatada por moradores com uma corda, lutava heroicamente para salvar a sua vida e a do cão, que acabou sendo levado pela força da correnteza, assustado com a situação desesperadora.

Duas vidas, o mesmo valor, ao menos para aquela mulher e para aqueles que, como eu, não conseguem medir quem vale mais como ser vivo, seja humano ou não. Nesse caso, quem deveria ser salvo? A mulher, dirão praticamente todos os que viram as imagens e os que me lêem agora. Mas a atitude daquela mulher, agarrada ao cão apesar da fúria da correnteza, sem vacilar, comprova que ela e o animal tinham a mesma importância. Uma questão de sorte e da providência dos moradores que agilizaram o socorro para ela, porque o cão não estava nos planos de quem jogou a corda.

A iniciativa de levar o cachorro agarrado ao peito foi da própria mulher. E nem é preciso fazer muito esforço para imaginar a sensação de impotência e de desespero dela diante da força das águas, tendo que deixar o companheiro ir embora para sempre. Quem ama os animais sabe do que eu estou falando. Vidas são vidas, e ponto final.

Quem disse que valemos mais ou menos do que um cão? O argumento da compaixão para mim é o único que faz sentido, seja em relação aos homens ou aos animais. Talvez, no caso dos animais, como este, eu ainda alimente mais compaixão, justamente por se tratar de um ser indefeso, incapaz de poder optar, escolher e de sobreviver sem o seu dono por perto.

E há algumas pessoas por aí, disfarçadas de solidárias, voluntárias e tudo o mais, que, do alto de sua arrogância, ignoram e desprezam seres que julgam inferiores por entender que elas são superiores. Em quê? A propósito, resgato o ditado que diz mais ou menos assim: “Quanto mais conheço os seres humanos,mais admiro os meus cachorros”. Nada pessoal, mas certamente bem oportuno para refletir sobre quem merece ser resgatado pela corda em meio às águas turbulentas.