Ao que parece, há interessados em transformar Taquara em uma “cidade-dormitório”, para não dizer “fantasma”. Talvez convenha aos que já deveriam ter se mudado para um sítio isolado ou pensam que o centro da cidade compara-se à antiga “Colônia do Mundo Novo”, quando pela Júlio de Castilhos só passavam carroças e pedestres.
Minha constatação se baseia em protestos e abaixo-assinados que surgem de tempos em tempos sempre que alguém tenta abrir um estabelecimento noturno no centro da cidade ou imediações; investe em algum evento em um clube social; ou tente promover o que quer que seja. Basta anunciar que haverá uma festa ou que abriu um bar que já se manifestam os de sempre, contrários, seja lá com o que for que possa perturbar seu sono eterno na “cidade-dormitório”.
Dia desses, ouvi de algumas pessoas reclamações contra um estabelecimento recém instalado na cidade, protestando contra o cheiro de gordura, contra os carros que estacionavam, contra as conversas na rua, etc, etc. O local permanece aberto sob algumas condições impostas para seu funcionamento. Até aí, tudo bem. Agora... mal abriu outro bar na rua principal e lá vem eles reclamando novamente nem se sabe do quê, porque nem deu tempo ainda de alguém fazer “barulho” por lá.
Há algo de errado no reino encantado de Taquara. Ao mesmo tempo em que a maioria alega não ter o que fazer por aqui, e muitos vivem gastando e se divertindo em outras cidades da região, há os que gritam ao primeiro sinal de fumaça feito por gente que está a fim de empreender no município. Haja paciência!
Sinceramente, não há lógica e nem bom senso. Se isso aqui é uma cidade, forma-se uma comunidade e, consequentemente, uma comunidade é feita por pessoas de todas as idades que querem se divertir, ter um bom restaurante para jantar e até encontrar um bar aberto tarde da noite para ouvir boa música com os amigos. Nada de anormal nisso, por favor!
Mas me parece que Taquara não só dorme cedo, como dorme no ponto. Se não é permitido abrir um bar ou qualquer local para entretenimento e lazer, melhor fechar a cidade ou impor uma lei determinando: “Cidade-dormitório. Proibido abrir qualquer estabelecimento onde haja aglomeração de pessoas, música, estacionamento de carros, vozes, respiração alterada, namoro, fumaça, cheiro de comida, etc, etc”. Em resumo, é proibido viver, entenderam?
Exceções à parte (entram aqui os casos de abuso, obviamente, que devem ser punidos dentro da lei), o resto é papo furado de quem não sabe viver em comunidade e não sabe aceitar as diferenças, a ousadia, a alegria e o sucesso alheios. A esses, meus votos de boa viagem, antes que sejamos forçados a viver e empreender em outro lugar.
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Bah, Rose, é bem por aí. Essas tuas palavras deveriam ser lidas por todos os moradores da nossa querida, e tantas vezes adormecida, Taquara.
ResponderExcluirÓtimo texto. Adoro esse teu estilo: claro e direto. Como tem de ser.
Salut, menina.
Oi Rose!!
ResponderExcluirEssas palavras deveriam ser publicadas,pois acredito que muitos de nós tem a vontade de se divertir por aqui mesmo e não pode,pelo simples fato de "quase" toda nossa região não ter um lugar,para descontrair e sair da rotina.
Abraços saudosos.
Queridos amigos, é verdade.
ResponderExcluirQuem sabe algumas palavras diretas como essas possam esclarecer e mudar alguma coisa. Além, é claro, dos comentários incentivadores de leitores, como vocês, sempre atentos e críticos à nossa realidade.
Bjão ao Luciano e à Grasi, que sempre me acompanham com por aqui.
gente, este texto..
ResponderExcluirte amo rose!
Sensacional!!!
ResponderExcluirMuitooo bom o texto Rose, é triste viver numa cidade onde a reclamação é constante.
Aproveitem um pouco mais do que temos, já que é tão pouco!
Muito pertinente o texto, Rose. Dá vontade de imprimir e sair distribuindo por aí.
ResponderExcluirE faço votos de que o "bar da rua principal" ganhe forças na luta contra a amargura. A peleia é grande!
Abraços!
Duda, Vanice e Maoela!
ResponderExcluirGrata pela leitura e pela reflexão conjunta que estamos fazendo sobre esse e outros asuntos. Assim se constrói democraticamente um caminho, uma cidade e uma verdadeira comunidade.
Bjão, gurias!!!!!
Excelente... conseguistes colocar neste texto o que muitos taquarenses sentem. Do jeito que está, não pode continuar. E que Taquara "desperte" do sono de algumas pessoas que deveriam recolher-se ao silêncio, pois o "barulho" mais insuportável quem faz são eles mesmos.
ResponderExcluirEsso é o típico problema de cidade pequena. Garibaldi era a mesma coisa. Por gostar de opções e desgostar de gente reclamona fui pra Porto Alegre (mentira não foi só por isso, haha).
ResponderExcluirO fato é que acho legal teu manifesto, pois a não-existência de bares na cidade estimula viagens de carro à noite para outras cidades próximas. Não conheço direito as estradas aí por perto, mas as de Garibaldi eram com curvas sinuosas e conheci muita gente que morreu por ter bebido umas a mais e se perdeu voltando para casa.
E outra, é muito desgastante discutir e mostrar argumento para pessoas mais velhas. Não querendo generalizar, mas já fazendo isso: são donos da verdade e arrogantes. Acho que seria legal se eles pudessem abrir a cabeça, escutar e entender que jovem quer e VAI se divertir. E é melhor que seja de um jeito seguro, não nas ruas ou estradas.
Sugiro que vcs organizem uma manifestação pacífica. Uma ideia: FLASH MOB na frente da igreja. Hahaha. Seria demais (filma e coloca no youtube please) - contextualizando a ideia de festa organizada.
Ah, a propósito. Sou amiga da Lidiane Lehen no Facebook e ela compartilhou teu texto. Bom, eu li e o resto tu já sabes! :)
Abraço,
Thaís Martini
Esse é um bar que, como todos os outros que Taquara já teve, está fadado ao insucesso. Os primeiros meses é moda, todo mundo vai, e todo mundo sai de lá como se saísse de uma lata de sardinha, não havendo sequer o mínimo de higiene nos banheiros (ou quase banheiros).
ResponderExcluirO povo não precisa se preocupar, em breve ninguém mais vai, e então começarão os pagodes de Pablo Oneil e Cia, vai juntar aquela renca e aí sim, volta a ser a velha Taquara de sempre. Daí pra fechar é dois toques.
Pior é vcs lerem tudo isso, me achar um idiota por ter escrito isso, e no final parar... pensar... e ver que tenho razão... é isso que a história das noites taquarenses nos ensina.
O anônimo covarde, que não se indetifica, deve ser alguém realmente frustrado e sem nada a contribuir com a comunidade taquarense. Talvez por incompetência pura ou inveja dos que se empenham para alguma coisa dar certo na cidade. E só os idiotas e covardes é que se escondem no anonimato. Os demais, estão ocupados em fazer acontecer e serem felizes, coisa que o anônimo aí nem deve imaginar o que seja.
ResponderExcluirThaís, tens toda razão. Investir em opções da lazer na cidade ajuda, com certeza, os jovens a ficarem aqui e a correrem menos riscos em deslocamentos pelas estradas da região, especialmente após as baladas, na madrugada.
ResponderExcluirGrata por tua opinião e colaboração. Juntos, somamos e nos unimos em torno do bom senso e dos interesses comuns. Bjão
Rose ouço seguidamente que não resolve de nada expor minha opinião, principalmente quando vem publicada no jornal, pois digo que continuarei a fazer o que faço, se agrado uns e descontento outros, viva a diversidade. É isso ai amiga temos que falar sim, gritar o que não concordamos, aplaudir o que é bom e deixemos de lado os do contra, como tu mesmo falou não são capazes de meterem a cara, falar é fácil, assumir o que falam é outra coisa. Parabéns pelo texto.
ResponderExcluirROSE, é por essas e por outras que Taquara está como está, há anos....A turma do quanto pior melhor está sempre na ativa, não deixando que a cidade cresça .Por isso ela permanece por muitos anos assim....como todos já sabem!!!É uma pena.
ResponderExcluirTens razão, Raquel. A turma do quanto pior melhor está sempre de plantão. Perdem eles, perde a comunidade. Pena, mesmo! Bjão
ResponderExcluirFiquei bem feliz em ver a Thaís comentando aqui. Mesmo que não seja da nossa região, conheço Garibaldi e sei como é a realidade lá. Li o comentário do Anônimo e sobre isso tenho uma informação que não posso deixar de falar. Igrejinha não é assim tão diferente de Taquara e me lembro bem quando o Tio Remi começou. As pessoas diziam que um "bar de Rock" nçao duraria meio ano, estava fadado ao insucesso também. Mas algumas pessoas acreditaram. Se eram somente grupos de amigos que curtiam rock e queriam um lugar pra se reunir, não importa. O que é relevante é que o bar se mantem forte seguindo na sua proposta, investindo em coisas novas e fazendo a noite da galera muito mais divertida. Tornou-se um ponto de encontro, especialmente, mas não somente, para a galera de Igrejinha e Vale do Paranhana. E eu acredito que o Convés pode SIM se manter e ser também um sucesso.
ResponderExcluirDepois não venham reclamar que Taquara é cidade dormitório, que o filho quer se formar e ir morar na Capital ou que o neto se perdeu numa estrada quando voltava de uma festa em Porto...
É isso aí, Lidiane! São os primeiros a dar contra que depois reclamam da falta de opções. Mas Igrejinha tem um diferencial que é a união da comunidade quando se trata de questões relacionadas ao desenvolvimento do município. Me parece que todos pegam junto e abraçam uma boa causa, como foi o caso da Oktoberfest e do Tio Remi, que estão firmes até hoje. Taquara, lamentavelmente, está longe de seguir esse exemplo comunitário.
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