quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Monica Tomasi no sarau


O próximo Sarau com Café, dia 30 de setembro, terá como convidada especial a cantora e compositora Monica Tomasi para lançamento do seu quarto CD denominado “Quando os Versos me Visitam”. O trabalho autoral tem o estilo peculiar da cantora, com canções produzidas por ela e João Erbetta. O CD também tem participações especiais de Celso Fonseca, Marcelo Jeneci, Alexandre Fontanetti e do arranjador Vagner Cunha.

Com certeza, este será mais um momento imperdível para quem aprecia boa música bons textos e bate-papo descontraído com gente que só tem a nos acrescentar, em todos os sentidos.


Com composições que osc
ilam do pop ao samba, Mônica Tomasi traduz com musicalidade, leveza e apuro técnico uma trajetória de artista contemporânea, assumidamente romântica. As 13 canções do CD foram gravadas entre Rio de Janeiro e São Paulo. Musicalmente, cada momento desse trabalho permite, segundo a autora, que os instrumentos dialoguem, brinquem, façam contrapontos e passeiem por sonoridades contemporâneas. O produtor João Erbetta ressalta ainda a presença do ostinato em vários momentos do CD, quando motivos e frases melódicas são repetidas como simetrias de arranjos durante alguma sessão musical.

Então, fica aqui o convite para compartilharmos de mais um sarau que segue, ao longo destes sete anos, com atividades culturais em toda a região, trazendo talentos na arte, na literatura e na música.


O Sarau com Café tem organização da jornalista Roseli Santos, da psicóloga
Anna Amélia Fleck e da estudante Ilana Lehn, com participação musical de Chico Paz e Adolfo Silva. O apoio cultural é de Cafeteria Sabor Café, Casa das Lãs, Cirurgiã Dentista Stefani Lanius Adam, Clínica de Ortopedia João Guilherme Hackmann, Faccat, Invento Propaganda, Estúdio Pro Produções, Livraria Nova Letra, TCA Informática e Prefeitura de Taquara. A entrada é gratuita.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Boa noite, Taquara!

Por Roseli Santos

Ao que parece, há interessados em transformar Taquara em uma “cidade-dormitório”, para não dizer “fantasma”. Talvez convenha aos que já deveriam ter se mudado para um sítio isolado ou pensam que o centro da cidade compara-se à antiga “Colônia do Mundo Novo”, quando pela Júlio de Castilhos só passavam carroças e pedestres.

Minha constatação se baseia em protestos e abaixo-assinados que surgem de tempos em tempos sempre que alguém tenta abrir um estabelecimento noturno no centro da cidade ou imediações; investe em algum evento em um clube social; ou tente promover o que quer que seja. Basta anunciar que haverá uma festa ou que abriu um bar que já se manifestam os de sempre, contrários, seja lá com o que for que possa perturbar seu sono eterno na “cidade-dormitório”.

Dia desses, ouvi de algumas pessoas reclamações contra um estabelecimento recém instalado na cidade, protestando contra o cheiro de gordura, contra os carros que estacionavam, contra as conversas na rua, etc, etc. O local permanece aberto sob algumas condições impostas para seu funcionamento. Até aí, tudo bem. Agora... mal abriu outro bar na rua principal e lá vem eles reclamando novamente nem se sabe do quê, porque nem deu tempo ainda de alguém fazer “barulho” por lá.

Há algo de errado no reino encantado de Taquara. Ao mesmo tempo em que a maioria alega não ter o que fazer por aqui, e muitos vivem gastando e se divertindo em outras cidades da região, há os que gritam ao primeiro sinal de fumaça feito por gente que está a fim de empreender no município. Haja paciência!

Sinceramente, não há lógica e nem bom senso. Se isso aqui é uma cidade, forma-se uma comunidade e, consequentemente, uma comunidade é feita por pessoas de todas as idades que querem se divertir, ter um bom restaurante para jantar e até encontrar um bar aberto tarde da noite para ouvir boa música com os amigos. Nada de anormal nisso, por favor!

Mas me parece que Taquara não só dorme cedo, como dorme no ponto. Se não é permitido abrir um bar ou qualquer local para entretenimento e lazer, melhor fechar a cidade ou impor uma lei determinando: “Cidade-dormitório. Proibido abrir qualquer estabelecimento onde haja aglomeração de pessoas, música, estacionamento de carros, vozes, respiração alterada, namoro, fumaça, cheiro de comida, etc, etc”. Em resumo, é proibido viver, entenderam?

Exceções à parte (entram aqui os casos de abuso, obviamente, que devem ser punidos dentro da lei), o resto é papo furado de quem não sabe viver em comunidade e não sabe aceitar as diferenças, a ousadia, a alegria e o sucesso alheios. A esses, meus votos de boa viagem, antes que sejamos forçados a viver e empreender em outro lugar.