domingo, 30 de maio de 2010

Observatório


Por Roseli Santos

Uma vida não observada existe? Claro que não! Uma vida precisa ser twittada dia e noite para existir, não perceberam ainda? Hoje, não basta apenas ter nascido para justificar a sua presença neste planeta. Se você quer ser, realmente, precisa estar virtualmente em todas as mídias sociais. Caso contrário, você deixa de existir, entendeu?

Acontece que, não desprezando essas ferramentas que são importantes para fortalecer relacionamentos pessoais e profissionais (e eu as utilizo também), vem ocorrendo algo estranho, especificamente neste tal de Twitter, uma rede social onde se deve deixar seu recado em, no máximo, 140 caracteres. Resumindo, o que deveria ser algo sucinto e legal para tomarmos conhecimento apenas do que interessa (e há quem faça isso brilhantemente), se tornou uma coisa extremamente chata e enfadonha, na maioria dos casos.

Basta abrir o site e se deparar com um “Bom-dia, acordei!” ou “Vou ao supermercado” ou “Fulano, me liga???” ou ainda uma séria de besteiras retwittadas de quem não tem realmente nada a dizer ali. Sinceramente, a quem interessa saber se você está com dor de barriga ou vai ao supermercado? Se vai dormir agora ou acordou recentemente?

O fato de querer ser notado e observado a qualquer preço me parece um mal contemporâneo. Não basta estar na mídia, é preciso ser comentado, chamar a atenção a qualquer custo para a sua pessoa e suas atividades. Até que me divirto lendo algumas postagens mas, sinceramente, só rindo para não chorar com a pobreza de alguns twitteiros que não devem ter nada mais interessante para fazer na vida (como viver, por exemplo), ao invés de fazer comentários tão sem conteúdo quanto suas próprias existências.

E olha que eu curto essa ferramenta e sigo muita gente legal no Twitter, além de ter seguidores que têm muito a dizer e me acrescentam informações importantes. Pena que, de um modo geral, twittar virou sinônimo de futilidade, comentários irrelevantes sobre nada, exposição extrema de atitudes e ações que não interessam a ninguém, além dos próprios seres que as relatam.


Uma vida que precisa ser observada assim precisa ser revista, com certeza. Quem vive realmente com intensidade sabe do que estou falando. Ser observado não é a mesma coisa que ser amado. Talvez aí resida a maior carência de todos esses twitteiros do mundo atual. Onde falta amor, convivência, troca, relacionamentos e amizades verdadeiras, sobra espaço e tempo para expor o vazio que há em cada um, quando não há mais nada a dizer.

Unfollow para esses aí!



terça-feira, 11 de maio de 2010

Música e sarau

O Sarau com Café completará sete anos de atividades em julho, em encontros mensais que ocorrem junto ao espaço da Cafeteria Sabor Café e Livraria Nova Letra, em Taquara. Ao longo desse período, nada teria sentido sem a música aliada à literatura. Os textos interpretados por nós se complementam com o som, os acordes, a melodia e as letras das canções. E tudo se funde numa coisa só.

Dia 27 de maio teremos a presença especial de um músico de destaque nos cenários nacional e internacional. Gelson Oliveira é o convidado deste encontro que reunirá mais do que canções. Aliás, os saraus sempre resultam em muito mais do que música e literatura. Cada momento compartilhado com a comunidade torna-se único, enriquecido com a trajetória e a experiência de vida dos convidados e da interação com o público.

Música e sarau, sons e literatura, vida e arte. Assim seguimos, tornando os dias mais leves na companhia de amigos que nos acrescentam e melhoram a nossa existência, enquanto passamos fugazmente por aqui.


Gelson Oliveira - O cantor e compositor Gelson Oliveira é o convidado especial do próximo Sarau com Café, dia 27 de maio, às 19h30min, no espaço junto à Cafeteria Sabor Café e Livraria Nova Letra, em Taquara. Nome reconhecido no cenário musical do país, Gelson Oliveira recebeu dia 28 de abril dois troféus no Prêmio Açorianos de Música, na categoria MPB. Ele foi escolhido como melhor compositor pelo CD Tridimensional e melhor produtor musical pelo CD Ziringuindim, da cantora Zilah Machado. Natural de Porto Alegre, o músico é premiado e reconhecido no cenário musical do Rio Grande do Sul e em outros países, com 30 anos de carreira e vários álbuns gravados.

Organizado pela jornalista Roseli Santos, pela psicóloga Anna Amélia Fleck, pela estudante Ilana Lehn e pelo músico Chico Paz, o Sarau com Café aposta, mais uma vez, na valorização dos talentos na arte, na literatura e na música, trazendo um compositor de renome nacional e internacional para falar sobre sua carreira e sua trajetória pessoal e profissional, em um bate-papo descontraído com o público da região.


O sarau tem apoio cultural da Cafeteria Sabor Café, Casa das Lãs, Cirurgiã Dentista Stefani Lanius Adam, Clínica de Ortopedia João Guilherme Hackmann, Faccat, Invento Propaganda, Estúdio Pro Produções, Livraria Nova Letra, TCA Informática e Prefeitura de Taquara.


A entrada é gratuita.