“Se essa rua, se essa rua fosse minha;
eu mandava, eu mandava fechar”.
George Orwell, no livro “A Revolução dos Bichos”, já alertava que todos são iguais, mas alguns são mais iguais do que os outros diante da hierarquia que o homem mesmo se impõem, oprimindo seus próprios semelhantes, isso sem falar nos animais irracionais, à mercê dos ditos racionais. Essa reflexão me ocorre no momento em que vários acontecimentos locais e nacionais chamam a atenção.
Na aldeia local, há quem queira uma rua só para si e para os seus, como se ainda vivêssemos no tempo das capitanias hereditárias. Se essa rua ou o bairro ou a cidade fosse exclusivamente deles, com certeza já teriam cercado tudo, impedindo o acesso dos “menos iguais” à sua ilha de Caras particular, privativa e isolada do resto do mundo. Aliás, uma boa ideia para quem não quer ou não sabe viver em comunidade.
Mas como todas as vias são públicas e todos os cidadãos pagam impostos e têm o direito de ir e vir, chega a ser hilário imaginar que alguns “mais iguais” queiram determinar o que é ou não de todos, especialmente em se tratando de bens públicos. E aí incluem-se ruas, praças, calçadas, parques, etc.
Na aldeia global, a coisa não é muito diferente. Basta uma oportunidade e lá estão os espertinhos prontos para usurparem o que é de todos, sorrateiramente, na calada da noite, se apropriando do que notoriamente é público e custeado com os impostos de cidadãos contribuintes. São, novamente, os que se acham “mais iguais”, dispostos a ficarem com a fatia maior do bolo. Danem-se os “menos iguais”.
De volta à nossa aldeia local, que completou 124 anos de emancipação dia 17 de a
Na contramão do pensamento individualista que se impõe de tempos em tempos, apenas acrescento que, de alguma maneira, somos todos donos da rua onde moramos, da cidade que escolhemos para viver e de todas as árvores e praças públicas do município. Não precisamos nos apoderar de nenhum bem público para nos sentirmos donos dele, uma vez que já nos pertence. Cuidar de tudo e de todos é o
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Rose muito feliz tua crônica, para um bom entendedor tá claro o recado, o pior é que têm pessoas que aplaudem tais atitudes e, outros ficam "em cima do muro", parabéns pelo tema.
ResponderExcluiressa mulher é um poço de rancor! internem ela rápido!!!
ResponderExcluirhehehehe....O "corajoso"(a) anônimo volta a se manfestar covardemente. Por acaso teria alguma opinião mais inteligente a declarar? Se possível, revelada a sua identidade. Aliás, os temas aqui debatidos poderiam ficar mais interessantes com gente que tem a acrescentar ao debate, opiniões de valor e com conteúdo. Criticar anonimamente é atestado de ignorância.
ResponderExcluirDiscordar da opinião do outro é a coisa mais comum e, às vezes, de grande valia, principalmente para quem escreve, mas sempre é importante que quem faz a crítica se identifique, do contrário fica estranho, não concordar é um direito,mas o porquê do não concordar é mais importante ainda, não é mesmo?
ResponderExcluirSábias palavras da Clair.
ResponderExcluirAliás, toda a opinião, favorável ou não ao que escrevemos, é sempre bem-vinda e nos acrescenta muito, mas dos seres que se escondem no anonimato não pode nem ser levada em consideração. Talvez porque não tenham nada a dizer, mesmo...rsrsrs