Balanço de final de ano não é comigo. Nem musiquinhas de Natal. Dispenso a neurose que toma conta de quase todos e, só assim, consigo so
Como se não bastasse tudo isso, a gente ainda tem que aguentar uma infinidade de apelos visuais, virtuais, ao vivo, na TV, nos jornais, na rua (já ouviram esses carros e motos com som de ensurdecer?). O apelo consumista está por toda a p
Nego-me! Quem disse que há data marcada para repensarmos nosso planos, darmos um novo rumo à vida e dia e hora agendados para sermos felizes? Só porque é Natal? Sinceramente, quem inventou tudo isso deve acreditar que as coisas mudam por decreto ou por milagre. Basta pensar positivo, determinar o dia e...bumm, tudo será diferente como num passe de mágica.
Fixar uma data para festejar as nossas alegrias ou amargarmos nossas tristezas é deprimente demais. Decretar momentos para sermos solidários e cordiais com nossos semelhantes, também. Alguém aí lem
Nada contra as festas de final de ano, mas prefiro optar por colher o melhor de tudo ao longo de cada dia, paulatinamente. Refletir, planejar, executar e viver plenamente qualquer instante, já que nunca sabemos quando a felicidade ou a tristeza baterá à porta. É como aquela velha história do cidadão que diz: - “Quando eu me aposentar vou aproveitar”. E se morrermos antes, o que fazer com o prazer guardado para ser desfrutado em um dia que nunca chegará?
Quando eu me aposentar é o mesmo que dizer: - “No ano que vem eu vou aproveitar mais a vida”. Tomara que aproveite, claro, mas por quê no ano que vem? Por quê não agora? Hoje? Ser feliz é consequência do caminhar, do ato de seguir “apesar de”, diria Clarice Lispector.
E apesar de ser dezem
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